Nova administração apresenta problemas estruturais em prédios públicos: CIP vira 'armazém' e falhas na UPA são detalhadas

Radar Litoral




Após cinco dias da posse do prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto, a nova administração da cidade convidou a imprensa para uma visita a alguns prédios públicos e detalhou graves problemas de infraestrutura. Entre eles, o galpão do CIP (Centro Integrado Profissionalizante), desativado e utilizado como um 'armazém de almoxarifado', no bairro da Topolândia, e também a UPA no Centro, onde falhas na obra foram detalhadas.

O secretário adjunto de Governo, Ângelo Neto, e o assessor de imprensa da prefeitura, César Rodrigues, acompanharam a visita. O galpão do almoxarifado central, que guarda materiais utilizados pelas secretarias municipais, incluindo saúde e educação, foi aberto para a visita da imprensa, no Centro da cidade. O principal problema apontado pelos próprios funcionários do local é o forte calor e a falta de ventilação.



Um dos riscos é o armazenamento de medicamentos que, segundo a farmacêutica responsável, deveriam estar em temperatura máxima de 28 graus. Nestes dias de verão, a temperatura no local beira os 40 graus. "Tudo está sendo visto e as medidas necessárias serão adotadas. No momento, o almoxarifado não está recebendo mais nada", destacou o secretário adjunto de Governo.

Já no CIP, na Topolândia, o galpão construído para cursos na área industrial e construção civil foi transformado em um 'armazém' e hoje guarda desde móveis escolares até geladeiras, sofás, armários, entre outros. Mais de 80 colchões também estão armazenados no galpão. "Este é apenas o quarto dia útil da administração, os problemas estão sendo identificados e detalhados, para que as providências sejam adotadas", reforça Ângelo Neto.

No Centro Histórico, um imóvel alugado pela Prefeitura em frente ao Fundo Social armazena uma série de materiais doados em campanhas. O Fundo Social deverá organizar um bazar em breve para que os materiais não acabem deteriorados. Posteriormente, o imóvel que apresenta problemas como umidade, deverá ser entregue ao proprietário.

Falhas e fechamento da UPA

Na UPA, os detalhes dos problemas estruturais foram mostrados pela nova diretora técnica do Hospital de Clínicas, Luciana Rocha de Paula Correa. Entre as falhas identificadas, estão: falta d'água nos banheiros, falta de ralos para escoamento da água, sala de raio-x com vazamento de água e sem laudo técnico e sala de emergência sem divisórias entre os leitos.

Segundo Luciana Rocha, o sistema de oxigênio encanado também não está em funcionamento. Além disso, uma área externa próxima à chegada das ambulâncias com casos de emergência concentra grande parte dos motores dos aparelhos de ar-condicionado. Com isso, a alta temperatura dos próprios motores faz com que estes sejam desativados.

Os leitos para os casos em que os pacientes necessitem ficar em observação também não contam com divisórias. Segundo a diretora técnica Luciana Rocha, o secretário de Obras, Gilson Mendes, esteve no local acompanhado de técnicos para uma vistoria. A empresa responsável pela obra seria acionada.

Comentários