Fotos: Rosângela Falato | PMSS
Legenda geral: Festa contou com participações dos grupos e também convidados, como as alunas de dança da coreógrafa Andrea Souza, com o espetáculo “Espanhola”
Legenda 1. Secretária Roseli Primazzi destaca crescimento do projeto
Legenda 2. “As Espanholas”, apresentação especial de grupo de dança do São Francisco
Legenda 3. Coreografia “As Poderosas”, do grupo da Topolândia
Legenda 4. “Pérola Negra” com o grupo de Boiçucanga
Legenda 5. Grupo Polvo mostra a coreografia “Diversão é o melhor remédio”
Festa do Projeto Valorizando a Pessoa Idosa dá show de vida e superação
Ao completar 18 anos, projeto transforma vida de 365 idosos de São Sebastião
Eles têm entre 60 e 85 anos e sobem ao palco para dançar, cantar e mostrar uma força e garra de dar inveja a muitos jovens. É uma lição de vida, superação e determinação expressas no olhar, nos movimentos, na alegria dos 365 integrantes do Projeto Valorizando a Pessoa Idosa, promovido pela Setradh (Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Humano) de São Sebastião, que comemorou 18 anos de atividades na quarta-feira (13).
Com direito a muita música, dança, canto e alegria eles reuniram amigos, familiares e também foram homenageados por profissionais do setor numa festa contagiante, com direito a bolo, realizada no Teatro Municipal.
Na plateia, o público formado por familiares, amigos, integrantes dos grupos, profissionais e inclusive assistentes sociais que já passaram pelo projeto como Rita de Cássia e Eliane Silvestre, foi contagiada pelas apresentações. No palco, o show ficou com a participação especial das alunas da escola de dança da coreógrafa do projeto, Andrea Souza, com o espetáculo “As Espanholas”. Na sequência, os grupos mostraram toda habilidade e graça nas coreografias “Um Tira da Pesada”, com o Grupo Flor do Amanhecer, do Núcleo de Idosos de Juquehy, seguido pelo show de “As Poderosas”, com o Grupo Esperança, da Topolândia.
O ritmo baiano da canção de Daniela Mercury, “Pérola Negra”, agitou o público com a apresentação do Grupo Viver da Terceira Idade, de Boiçucanga, e o clima dos musicais da famosa capital francesa, a “Cidade Luz”, como é conhecida Paris, veio ao palco na apresentação Moulin Rouge Show, com o Grupo Rosa de Saron, do Bairro São Francisco, enquanto as meninas do Grupo Primavera, do Jaraguá, deram um show ao apresentar “Dançando na Chuva”. O Grupo Polvo levou ao palco a coreografia da professora Élcia Maria Pestana, “ Diversão é o Melhor Remédio”. A festa teve ainda apresentação do professor de violão da Sectur (Secretaria de Cultura e turismo), Luís Fernando, e do Coral composto por integrantes dos cinco núcleos e do Grupo Polvo, Canto Terapia.
Saindo do casulo
“A borboleta, símbolo de projeto, significa o recomeço, a sensação de sair do casulo e se libertar, sair voando para a vida”, lembrou a assistente social Rita de Cássia, que passou pelo projeto e homenageou os participantes lembrando que o projeto existe em função deles. “Vocês fazem ele existir”, comentou.
Responsável pela Setrah, a secretária Roseli Primazzi Trevisan, que abriu oficialmente a festa, agradeceu a presença e, principalmente, a participação de todos nos cinco núcleos espalhados pelo município. “Quando chegamos, o projeto já existia e demos continuidade para que ele possa crescer cada vez mais”, disse a secretária que também explicou aos idosos da Costa Sul a necessidade das obras de reforma do Cras (Centro de Referência de Assistência Social) em Boiçucanga, que está sendo preparado para oferecer atendimento adequado a todos os integrantes do projeto.
Coordenadora técnica do projeto, a assistente social Ericka Giuliani Ramos fez uma retrospectiva do programa iniciado em 1997 que conta com apoio de várias secretárias municipais e também do Centro de Convivência do Idoso Polvo ao trabalho dos núcleos espalhados em Juquehy, Boiçucanga, Topolândia, São Francisco e Jaraguá. O projeto promove cursos de artesanato, canto, recreação, alfabetização, oficina pedagógica, yoga, reuniões de convivência socioeducativa, oficinas de dança, dança de salão e atendimento à saúde e palestras na unidade do ESF de Juquehy. Ela citou artigos da Constituição Federal e lembrou que o principal cuidador do idoso é a própria família.
Os benefícios do projeto na vida dos idosos foram ressaltados pela coreógrafa Andrea Souza, que há 10 anos atua com idosos entre 60 e 85 anos. “O objetivo é trazê-los para a vida social. Muitos chegaram com depressão, sem autoestima, se sentindo inútil. O projetou trouxe vida, eles passaram a produzir, muitos nunca tinham subido em um palco e hoje são aplaudidos”, mencionou. “O programa contribui com a coordenação mental, motora, raciocínio lógico. Alguns tinham dificuldades de locomoção, problemas físicos e hoje conseguem fazer uma aula inteira de dança e alongamentos”, acrescentou.
Aos 64 anos, Maria Soares, que mora na Vila Sahy, sonhava em participar do grupo. “Acho bonito e importante. A gente aprende muito e se sente artista. Eu tenho problemas de coluna e artrose e com as atividades melhorei bastante”. Para Guilherme da Silva, do Grupo Polvo, que adora dançar, música é tudo. “Me sinto ótimo e os médicos recomendam exercício físico depois dos 60. Isso é fundamental”, declarou.
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