Defesa Civil isola área com enxame de abelhas na região central
Chefe do setor, Carlos Eduardo Santos, explica como evitar ataque de abelhas
A Defesa Civil de São Sebastião isolou, na manhã desta quinta-feira (9), trecho da calçada na Rua Cidade de Santos, esquina com Avenida Dr. Armando Salles de Oliveira, na região central do município, devido a um enxame de abelhas da espécie africana. Acionada por moradores, a Defesa Civil isolou o local, por volta das 10 horas, para evitar que as pessoas, principalmente crianças, pudessem ter contato com as abelhas.
Chefe da Defesa Civil, Carlos Eduardo Santos (Carlão), explicou que não é normal encontrar enxame de abelhas em calçadas, pois o mais comum é procurarem árvores, postes ou telhados de imóveis. No entanto, elas seguem a abelha rainha que, segundo Carlão, deve ter procurado um local quente na calçada, o que provocou a aglomeração da espécie. O chefe da Defesa Civil disse que a medida correta é sempre isolar a área e esperar que elas se retirem do local. “O sol mais forte, o calor faz com que fiquem alvoroçadas, mas assim que começa a esfriar elas procuram outro lugar”, afirmou Carlão. O importante, frisou, é não atacar, matar ou agredir de alguma forma para evitar ser picado por uma abelha.
De acordo com Carlão, se uma abelha chegar perto, o correto é tentar afastá-la. “Se a pessoa matar uma abelha, o cheiro dela atrai outras que acabam atacando”, explicou. No caso de uma pessoa ser picada, a primeira medida é tentar tirar o ferrão para evitar problemas ou procurar o Pronto Socorro para ser atendido adequadamente. A picada pode ser fatal em pessoas alérgicas, lembrou Carlão. Segundo ele, a incidência de abelhas africanas em todo o município é comum e o ideal é sempre chamar a Defesa Civil para que sejam adotadas as providências necessárias.
Proteção
Evitar a extinção das abelhas leva à sustentabilidade e preservação de toda uma cadeia ecológica. A proteção das espécies é garantida pela Lei Ambiental nº 9605, de 1998, no Capítulo V, que trata dos “Crimes contra a Fauna”. O artigo 29 diz que matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécies da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, leva à infração com pena de detenção de seis meses a um ano e multa.
Originária do leste da África, a “Apis mellifera Scutellata” nome científico da conhecida Abelha Africana, é considerada uma espécie agressiva, polinizadora, enxameadora e migratória. Ela foi introduzida no Brasil em 1956, na região de Rio Claro, em São Paulo, para pesquisas científicas, mas escapou do cativeiro. O cruzamento com raças existentes no Brasil produziu um híbrido que passou a ser chamado abelha africanizada que alastrou-se pelo país. De porte pequeno e coloração amarelada, essa espécie é uma excelente produtora de mel superando, inclusive, as abelhas européias.
Serviço: Para acionar a Defesa Civil de São Sebastião basta ligar para o 199
Departamento de Comunicação | PMSS-Segov
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